o.Tempo.de.Criar.

the hands show the way of the heart

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Aqui-Agora

On
April 11, 2018

© Bruno Grilo

"É no 100% no aqui-agora, aquele estado mágico em que estamos integralmente identificados com o fio da meada da vida que flui enquanto respiramos, que encontraremos conexão, significado, coragem, intuição, lucidez, harmonia, paz e amor que tanto buscamos. Fora deste estado, é só ilusão."
@Fábio Novo

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It is when 100% at here and now, that magical state in which we are completely identify with the thread of life that flows while we breath that we found connection, meaning, courage, intuition, clarity, harmony, peace and the love that we seek for so much. Away from that state it's just illusion."
@Fábio Novo

Affirmations and other thoughts

On
April 10, 2018

© Bruno Grilo

Como é que lidamos com a dor, com a tristeza, com a certeza de que estamos sozinhos em alguns momentos e que mesmo rodeados de pessoas, redes sociais, constante feedback, pais, amigos, família em geral, nem sempre a nossa vulnerabilidade é compreendida ou abraçada e ouve-se assim como que um eco de vazio no nosso corpo?
Certamente as nossas necessidades são as mesmas. Amor, pertença, acolhimento de quem somos.
Então, como é que tu lidas com estas emoções que às vezes parece que te estilhaçam em pedaços pequeninos que ninguém jamais conseguirá apanhar?

Eu, recentemente, encontrei um ponto de fuga dentro de mim mesma, quando estes momentos chegam. 
Procuro a verdade. 
Mas não a verdade daquilo que está mesmo ali à minha frente. Não aquela repetida mensagem que me está a deprimir insistentemente. 
A verdade, Além. 

Por exemplo, estou sem dinheiro e isso é uma angustia tremenda. Mexe com muitas questões relacionadas com valor pessoal, realização pessoal, sentido e propósito de vida, etc.
Então, tenho aqui duas alternativas: dizer vezes sem conta que estou sem dinheiro e que não sei o que fazer. Repisar nesta informação que já tenho, sei de cor e que na realidade não me acrescenta mais nada. Ou, pelo contrário, pensar uma alternativa. (Sim, as estratégias costumam ajudar a sair do buraco.) Mas, por outro lado, as estratégias são formas superficiais de lidar com algo que não é emergente mas latente, que se calhar, já aqui vive há muitos e muitos anos, que se transformou numa crença e que leva a outras crenças, também elas negativas e pouco construtivas.

Como se a mente, ela própria, tivesse a sua missão. E me pilotasse para esta rede de pensamentos que me submergem e me sabotam.

Volto então atrás. 
Estou neste poço que parece que tem um fundo que nunca mais acaba. E penso: 'bora lá ver as coisas de outra maneira. 
Passo a perna àquilo que sempre acreditei e Re-Significo.
Ao invés de pensar "estou sem dinheiro, bla bla bla", eu busco a verdade... outra verdade. A verdade, Além: tenho suporte, pessoas que me podem ajudar, não estou sozinha, tenho coisas que posso libertar para conseguir dinheiro, tenho saúde que me permite trabalhar, tenho talento e coisas que consigo fazer, estou em forma e posso conseguir trabalho. Por aí fora até me sentir ok novamente.

Estes pensamentos repetem-se ao longo do dia e ao longo do dia eu vou buscando outra verdade. Outras verdades. Para cada um dos pensamentos negativos que tenho e que de forma nenhuma são produtivos ou me ajudam a lidar com o que estou a sentir.

Ultimamente são as afirmações (novas afirmações) que me ajudam a encontrar um centro e a cuidar da minha auto-estima.
Não é fácil. 
Descarrilar novamente para aquilo que é conhecido é mesmo aquilo que acontece mais vezes.
Mas espero com esta partilha trazer alguns recursos a quem quer que seja que esteja a passar por este desafio de educar a mente de forma positiva e compassiva. E que, tal como eu, está a aprender a pensar-se diferente.

Vale a paz que se revela em cada novo pensamento!

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How do we deal with pain, sadness, the certainty that sometimes we are alone and that even if surrounded by people, social networks, constant feedback, parents, friends, family in general we can not always share our vulnerability and be understood, hugged... So we almost feel this sort of empty eco inside you that you can not explain?

For sure our needs are the same. Love, belonging, be accepted as we are.
So how do you deal with these emotions that sometimes seem to break you in such little pieces no one could ever fix you up?

Recently I found this escape point inside me when this moments arrive.
I look for the truth.
But not the truth that it's right in front of me. Not the same message I heard over and over again and it's kind of depressing me.
I look for the truth, Beyond.

I give an example. I don't have any money and this causes me a lot of concerns. Also makes me question my self worth, sense of accomplishment, meaning and purpose of my life, etc.
So here I have two choices: telling myself over and over again that I don't have any money and I have no clue how to solve this situation. Go through this thoughts that I already know by hard and that in reality don't add anything else to me. Or I can think of an alternative. (Yes, strategies usually help to leave the hole.) However, strategies are superficial ways to deal with something that  is not emergent but latent and that maybe lives inside me for many many years and has become a belief that leads to other beliefs that are also negative and not constructive at all.

It's like the mind itself has its own mission. And it's flying me to this mesh of thoughts that are submerging and sabotaging me.

For me the only option is to go back.

I am in a well that seems so deep it doesn't end. And I think: "Let's just look at things in a different perspective."
I deceive what I always believe and I create new Meanings.
So instead of thinking "I have no money so on so on so on" I look for the truth... the other truth. The truth, Beyond: I have support, I am not alone, I have things that I can let go and sell to get some money, I have good health that allows me to work, I have talent and things I can do, I am fit to find a job. And I keep doing this until I feel ok again.

These thoughts repeat itself through the day and through the day I have to find my other truth. 
For every negative thought I have and that is not useful to me in any possible way I have to seek the other truth.

Lately these affirmations (new affirmations) are helping me to find my center and take care of my self-esteem.
It's not easy.
I go back to what I already know more often than I wish for.
But I hope sharing this might bring some inner resources for those of you going through these processes of raising a new mind in a positive and compassionate way. And that, just like me, are still learning to think differently about themselves.

Its worth the peace that reveals itself with every new thought!



Eu sou

On
April 03, 2018

©Lieve Tobback

"Estes dias, quando eu digo "EU", não quero dizer a estória de mim mesmo, a narrativa que nunca acaba, o conto do passado e do futuro, história e sonhos. Quero dizer este sempre presente, vasto, espaço aberto sem fronteiras em que todas essas mudanças de pensamento que nunca acabam, sensações, sentimentos, sons, vão e vêm – o espaço em que todas as facetas da dança cósmica são profundamente acolhidas, não porque "EU" recebo-"AS", mas porque elas SÃO.

SÃO.

Galáxias ancestrais erguem-se e dissolvem-se na intimidade do "EU SOU", estrelas explodem, flores nascem e murcham e regressam ao solo, tudo neste amor sem limites para lá de todos os conceitos humanos de amor.
Nos destroços da ilusão, nós descobrimos um amor para lá da imaginação."

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"These days, when I say 'I', I don't mean the story of myself, the ever-changing narrative, the tale of past and future, history and dreams. I mean this ever-present, vast, boundless open space in which all those ever-changing thoughts, sensations, feelings, sounds, come and go - the space in which every facet of this cosmic dance is deeply welcomed, not because 'I' am welcoming 'it', but because it IS. 


It IS. 



Ancient galaxies arise and dissolve in the intimacy that I Am, stars explode, flowers bloom and wither and return to ground, all in this boundless love beyond every human concept of love.
In the rubble of illusion, we discover a love beyond imagination."


Slow

On
February 23, 2018

Começa um novo ano.
A vida organiza-se num ritmo só seu, que eu vou descobrindo como uma criança ainda. Com curiosidade e sentido de urgência.

Ir devagar significa muitas vezes aprender a Estar e aceitar que cada coisa tome o tempo que necessita, para lá da minha pressa ou da minha lentidão.
Eu acredito que o movimento Slow é o movimento do respeito pela velocidade própria do Ser. De outra forma, esta é apenas mais uma imposição.

Tenho estado ausente daqui precisamente porque necessito respeitar o que Sou neste momento. Mãe a tempo inteiro. Mãe sola durante uma grande parte do tempo (o meu companheiro vive noutro país). Tecedeira nas horas vagas. Mulher amante e companheira quando é possível.

No entanto, quero voltar a este espaço. Ele chama por mim. E eu tenho sentido que há muita coisa que tenho para dizer e para partilhar (coisa que podem fazer sentido fora de mim mesma :)).

Até breve!

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A new year starts.
Life organizes itself in its own rhythm. Something I figure out like a child. With curiosity and a sense of urgency.

Going slow means many times to learn how to Be and accept that each thing takes its own time. The time it needs behond my hurry or my slowness.
I believe that Slow movement is about respecting the velocity of the self. If you we do something else it becomes one more imposition.

I have been away from this space precisely because I need to respect who I Am right now. Full time mother. Single mom for most of the time (my partner lives abroad). Weaver when I can. Woman lover and partner whenever its possible.

However, I really want to return here. It calls for my presence. And I have been feeling that there's so much to say and share (things that might be important outside myself :)).

See you soon!

9 in 9 out and all that jazz

On
August 13, 2017

I could say so much about this last months. However it all comes to this. Eva is out :)

The first 6 months were completely lonely, hard and challenging. But after starting to eat things became easier... maybe because we both share our love for food while we do it!

At 9 months I finally started to let go. So many things changed. I was a different woman and Eva was a different baby and throughout the next year I will try to go deeper on this issue and on our story so far. I really want to tell you how my journey was during the first 9 months with Eva out of the belly.
Right now my time is still very short so I just leave this amazing picture Bruno took from me while I was daydreaming with my baby.  

She is 1 year already! She's amazing, funny and beautiful and oh so charming :) 
Can't wait to tell more!

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Podia dizer tanto sobre estes últimos meses. No entanto, tudo se resume nisto: a Eva está cá fora :)

Os primeiros 6 meses foram completamente solitários, difíceis e desafiantes. Mas depois de começarmos com as comidinhas tudo ficou mais simples... talvez porque ambas partilhamos um grande amor pela comida.

Aos 9 meses comecei finalmente a largar. Thantas coisas mudaram. Eu era uma mulher diferente e a Eva um bébé diferente e durante o próximo ano tentarei ir mais fundo neste tema e na nossa história até aqui.
Quero muito contar-vos sobre a minha viagem durante estes 9 meses com a Eva fora da barriga.
Neste momento o meu tempo é ainda muito curto por isso deixo apenas esta bela fotografia que o Bruno me tirou enquanto eu sonhava acordada com a minha bébé.

Ela tem agora 1 ano e é maravilhosa, divertida, linda e ó tão charmosa :)
Mal posso esperar por escrever mais!